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Nove tipos de sondagem: qual usar em cada caso
Escolha única ou múltipla, sim / não, avaliação, ranking, pontos, pares, torneio e questionário: o que faz cada tipo, como se conta e quando usá-lo.
· Cibernatural · 8 min de leitura · Atualizado em 2026-10-11
A decisão que mais muda o resultado de uma sondagem não é a pergunta: é como se responde. Perguntar «de que cartaz gosta mais?» com uma única caixa dá um vencedor por maioria simples; perguntar o mesmo com um ranking pode dar outro, porque também contam as segundas preferências. Nenhum dos dois está errado; servem para coisas diferentes.
O GloboPoll tem hoje nove tipos de sondagem. Quatro são gratuitos e cobrem a maioria dos casos; cinco são do plano Pro e resolvem o que um formulário normal não sabe fazer. Este artigo explica cada um da mesma forma: para que serve, como se conta e um exemplo.
O que não muda de um tipo para outro: um voto por pessoa (por conta, ou por ligação e navegador se se vota sem registo), resultados em direto com o total e a data em cada página, a opção de esconder o detalhe até ao fecho, a mudança de voto se quem cria a sondagem o permitir, e um resultado definitivo que fica fixado ao fechar e se pode exportar em CSV.
1. Escolha única
O que é. Uma pergunta, várias opções, uma resposta por pessoa. Ganha a opção com mais votos.
Quando usar. Quando só cabe uma resposta e não é preciso matizar: a data da festa, o nome da equipa, o prato do dia. É o formato que melhor funciona num widget dentro de outro site, porque se responde com um clique.
Como se conta. Votos por opção e percentagem sobre o total de votos. Se quiser, com imagem em cada opção e com uma opção «Outro» de resposta livre que só lê quem gere a sondagem.
Um exemplo em que pode votar aqui mesmo:
Vote na sondagem: «Quais são as tuas férias ideais?»
2. Escolha múltipla
O que é. Cada pessoa marca várias opções. Quem cria a sondagem fixa o mínimo e o máximo; sem máximo, é voto por aprovação: marca-se tudo o que se aprova.
Quando usar. «Que oficinas organizamos este trimestre? Escolha até três.» Ou para saber que canais as pessoas usam, que dias lhes dão jeito, que temas querem numa jornada.
Como se conta. Votos por opção, mas a percentagem é sobre os boletins, não sobre as marcas: uma opção que toda a gente marque dá 100 %, mesmo que cada pessoa tenha marcado outras duas. Assim o resultado diz quantas pessoas apoiam cada opção, que é o que se quer saber.
3. Sim / Não / Abstenção
O que é. Um referendo. As duas opções são fixas, na língua da sondagem, e há uma terceira caixa: abster-se.
Quando usar. «Aprovamos a alteração dos estatutos?» «Mudamos de fornecedor?» Qualquer decisão que seja sim ou não, e em que conte também quem prefere não se pronunciar.
Como se conta. A abstenção consome o voto único e soma no total, mas as percentagens são sobre os votos expressos: 60 sins, 30 nãos e 10 abstenções são 67 % a favor, não 60 %. As abstenções mostram-se à parte.
4. Avaliação
O que é. Não há opções: cada pessoa dá uma nota. Estrelas de 1 a 5, uma escala numérica (por exemplo de 0 a 10), um deslizador ou um NPS (de 0 a 10, «qual a probabilidade de nos recomendar?»), com textos nos extremos se forem precisos.
Quando usar. Satisfação depois de um curso, de uma visita ou de um serviço; avaliar uma proposta antes de a discutir; medir a recomendação com o NPS, a escala que muitas empresas já usam.
Como se conta. Média, mediana e distribuição das notas (quantas pessoas deram cada uma). No NPS, o resultado é a percentagem de promotores (9 e 10) menos a de detratores (de 0 a 6), de −100 a 100, e mostram-se os três grupos.
5. Ranking
O que é. Quem vota ordena as opções por preferência: primeira, segunda, terceira… Pode exigir-se que se ordenem todas ou deixar que cada pessoa ordene só as que quiser. Plano Pro.
Quando usar. Escolher entre cinco cartazes, três candidaturas ou dez propostas quando importa mais do que o primeiro lugar: uma opção que é a segunda de quase toda a gente pode ser melhor consenso do que a que é a primeira de um terço.
Como se conta. O método escolhe-se ao criar a sondagem e não pode mudar quando já há votos:
- Borda: cada posição vale pontos (com cinco opções, a primeira 4, a segunda 3…) e ganha a soma mais alta. Premeia o consenso.
- Voto alternativo (por rondas): contam-se as primeiras preferências, elimina-se a opção com menos e os seus votos passam à preferência seguinte de cada boletim, até uma ultrapassar metade. Cada ronda mostra-se nos resultados.
- Condorcet: as opções enfrentam-se duas a duas segundo o que diz cada boletim; ganha a que vence todas as outras. Se não houver, ordena-se por vitórias menos derrotas.
6. Por pontos
O que é. Cada pessoa recebe um orçamento de pontos (dez, por exemplo) e reparte-o entre as opções como quiser: tudo numa, um pouco em várias. Plano Pro.
Quando usar. Orçamentos participativos, dar prioridade a uma lista de melhorias, repartir um fundo entre projetos. É o tipo que melhor recolhe a intensidade: «gosto desta» não é o mesmo que «esta importa-me muito».
Como se conta. Somam-se os pontos recebidos. Com o voto quadrático, dar p pontos a uma opção custa p² créditos do orçamento: concentrar sai caro, por isso quem apoia muito uma coisa paga por isso e as preferências moderadas pesam mais. Os resultados mostram os pontos, a quota de cada opção e quantos boletins a apoiam.
7. Comparação por pares
O que é. Nada de listas: mostram-se duas opções e quem vota escolhe a que prefere. Depois outras duas, e outras duas, tantos duelos quantos quiser; pode parar-se quando se quiser e saltar um par. Plano Pro.
Quando usar. Escolher um logótipo entre doze propostas, o nome de um produto, a fotografia de uma campanha. Ordenar doze coisas de uma vez é pedir demasiado; decidir entre duas é imediato, e a classificação sai sozinha.
Como se conta. O servidor propõe sempre o par menos comparado até então, para que nenhuma opção fique de fora. A classificação sai por Elo (como no xadrez: ganhar a uma opção forte vale mais do que ganhar a uma fraca) ou por Copeland (vitórias menos derrotas frente a cada rival). Mostram-se a taxa de vitórias de cada opção e os duelos ganhos e perdidos.
8. Torneio eliminatório
O que é. Um quadro de 8 ou 16 opções que se enfrentam aos pares. Cada ronda dura os dias que se fixarem; ao fechar, as vencedoras passam à seguinte, e assim até à final e à campeã. Plano Pro.
Quando usar. O melhor prato da gastronomia local, a canção do verão, o jogador da época: votações que se vivem por episódios, com uma ronda nova cada semana que volta a trazer as pessoas.
Como se conta. Um voto por pessoa e por ronda; em cada duelo ganha a mais votada (em empate, a primeira do par, e o editor anuncia-o). O quadro inteiro vê-se na página da sondagem, com as rondas passadas, a atual e as que faltam.
9. Questionário
O que é. Várias perguntas numa mesma sondagem, cada uma do seu tipo: escolha única, múltipla, sim / não, avaliação, ranking, pontos ou texto livre. Com secções que são páginas, matrizes (várias linhas com a mesma escala) e perguntas que aparecem só conforme o respondido antes. Até dez perguntas. Plano Pro.
Quando usar. Quando quer saber mais do que uma coisa de cada vez: a sondagem de satisfação de um evento, o diagnóstico de um serviço, a consulta aos sócios antes de uma assembleia.
Como se conta. Um voto único por pessoa para todo o questionário e um resultado por pergunta, cada uma com o seu apuramento. As respostas de texto só as lê quem gere a sondagem, agrupadas por palavras-chave; o público vê quantas há. Há um artigo inteiro sobre os questionários.
E mais uma estrutura: a sondagem por rondas
Não é um décimo tipo de boletim mas uma forma de encadear os anteriores. Uma sondagem fechada dá lugar à ronda seguinte, de outro tipo, com as propostas que escolhe quem a organiza: um questionário de texto livre para recolher ideias, uma sondagem por pontos para priorizar as que passam e uma escolha única para votar a final. É o fluxo de um orçamento participativo ou de uma consulta Delphi, e tem o seu próprio artigo. Plano Pro.
Como escolher, numa tabela
| Quer saber… | Tipo |
|---|---|
| Qual ganha, sem mais | Escolha única |
| Quantas pessoas apoiam cada opção | Escolha múltipla |
| Se se aprova ou não | Sim / Não / Abstenção |
| Que nota lhe dão | Avaliação |
| A ordem completa, não só o primeiro | Ranking |
| Quanto importa cada opção | Por pontos |
| Qual preferem entre muitas, sem cansar | Comparação por pares |
| Uma votação que dure semanas e prenda | Torneio eliminatório |
| Várias coisas ao mesmo tempo | Questionário |
| Um processo em várias rondas: propostas, priorização e voto | Sondagem por rondas |
Se hesitar entre dois, escolha o mais simples: uma sondagem de escolha única que se vota em dez segundos recolhe mais respostas do que um ranking perfeito que as pessoas abandonam a meio.
O que vem aí
Continuam no plano o caderno eleitoral com voto ponderado e o voto secreto com ata e quórum para câmaras municipais e associações. Cada um terá o seu artigo quando sair. (As sondagens por rondas, que estavam nesta lista, saíram a 9 de outubro.)
Os quatro tipos gratuitos não pedem cartão: crie uma sondagem de teste sem conta e veja os resultados a mexer em direto. Os restantes estão no plano Pro, e em Como funciona está a lista completa, com os que estão em preparação.
Guias de método
Cada forma de contar tem já o seu guia, com um exemplo calculado e fontes: contagem de Borda, voto alternativo e Condorcet, voto quadrático para orçamentos participativos e NPS.